domingo, 30 de junho de 2013
Sonho passageiro
Ainda me lembro de ti assim me dando um abraço. Mas já fazem 2 anos; que o teu sorriso foi pro céu, que o teu abraço ficou apenas guardado em meus braços. Como pude duvidar, que a morte só vem para os distantes, que você meu pai jamais fosse partir. E hoje? Quando vejo o sol que bate na minha cara, e os meus olhos mau abrem já me lembro de você assim, sentado naquela janela, fumando seu cigarro, que na minha lembrança parecia uma chaminé. Mas você se mostra em meus sonhos, pra dizer que está bem, cada vez você está melhor, e que cuida de mim, bem eu sei.
domingo, 16 de junho de 2013
Desencontro
Me perdi dentro do meu pensamento
Aos poucos me vi longe do que eu imaginava ser
Foi como se tudo viesse contra mim.
E hoje o céu está cinzento,
Logo ali me encolhi no meu saber.
Vi-me distante mais uma vez da lucidez
Revi fotos de velhos companheiros do passado, mas não me vi por lá.
A tristeza tomou de mim naquele instante
Mas logo, bem devagarzinho mudei meu pensamento.
Aterrissei num sonho distante
Meus braços entrelaçados em uma mochila cheia de sonhos.
O céu como minha casa, o mundo como o meu lugar.
Fugi, corri o mais rápido que pude,
Queria mergulhar com todas as forças dentro daquilo.
Um sonho com muitas dificuldades
E o condenamento a liberdade eterna,
Não parecia tão sufocante.
Quanto todas as palavras que eu vivia sem dizer.
domingo, 5 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade
"Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.
Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina."
Arthur Schopenhauer
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Encontro teus olhos em todos os lados e me vejo amedrontada sem idéia de como apagá-los. O risco desse amor foi leve, breve e profundo, e a intensidade me deixa marcas, não consigo entender porque a flor errante mal abrochou e já vai murchar, os pensamentos inertes sussurram teu nome a todo instante e mesmo te vendo em todos os lados em ti não consigo chegar.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Há um ano você conseguia transmitir suspiros, falar e acenar e agora? O que restou? O bom seria olhar para o fundo de tudo e conseguir seguir em frente, mas sem você a primavera já não tem o mesmo brilho. Como posso suportar esse mundo que ficou em minhas costas se não tenho você pra me ajudar a segurar. É difícil! A culpa me leva pra todos os lados e sempre acaba olhando pra você!
domingo, 27 de maio de 2012
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